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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Projeto de Lei Garante Acessibilidade

Acessibilidade
O deputado federal Marçal Filho (PMDB) protocolou na Secretaria da Câmara dos Deputados, em Brasília, um Projeto de Lei que pode revolucionar a questão da acessibilidade aos portadores de necessidades especiais em todo o Brasil.  O deputado atendeu sugestão apresentada pelo professor Renato Marin Machado Faria, diretor da Escola Municipal Weimar Gonçalves Torres, que é pai de uma criança que tem necessidades especiais e alertou para a falha na lei de acessibilidade.  Caso vire lei, depois de ser votado pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e receber a sanção da presidente Dilma Rousseff, o projeto garantirá que as residências construídas a partir de recursos federais financiadas com programas públicos tenham percentual destinado a atender pessoas com deficiência e que esse percentual de residências já seja construído de forma adaptada com os critérios de acessibilidade para deficientes. “Na condição de membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Portadores de Necessidades Especiais fiquei honrado em poder propor um projeto tão importante”, confessa Marçal Filho.  A proposta do deputado douradense dispõe sobre a alteração do art. 15 da Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.  Pela proposta, será obrigatório a destinação de pelo menos 5% do total das unidades habitacionais desenvolvidas pelos Estados, Municípios e União, subsidiados ou financiados com recursos Públicos Federais para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.  O mais importante é que as novas edificações reservadas para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida deverão ser entregues em conformidade com as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), de modo a facilitar as condições de acesso dos portadores de deficiência e a circulação dentro do imóvel. “Para um cadeirante, é praticamente impossível morar num apartamento com cômodos pequenos e portas estreitas”, alerta o deputado.  Na justificativa que acompanhou o projeto, Marçal Filho alerta que a Lei Federal 5.296, de 2004, exige que todas as áreas comuns de edifícios novos tenham rampas ou elevadores. “Isso significa que o cadeirante ou o idoso pode até visitar o edifício, mas não morar nele”, argumenta o parlamentar. “Ainda são raras as incorporações que levam em conta a questão da acessibilidade em seus projetos”, conclui.  Marçal Filho enfatiza que quando fala em mobilidade reduzida não está se referindo somente a cadeirantes, mas também aos idosos. “A Constituição Federal preconiza no seu inciso II do art. 23, que é de competência comum da União Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, cuidar da saúde e assistência pública e da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência”, explica o deputado.  Ele salienta ainda que no Título VIII da Constituição Federal, que trata Da Ordem Social, em seu art. 203, inc. IV, está definida a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. “A Lei 10.098 de 19 de dezembro de 2000 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação, de forma que nossa proposta complementa essa lei”, esclarece o deputado.  Marçal finaliza ressaltando que a proposição visa assegurar amparo às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, de forma que os mesmos possam vencer as barreiras que os impedem de viver de maneira respeitável. “No entanto, a acessibilidade dessas pessoas, no que se refere à moradia, precisa de uma legislação para impor padrões de acessibilidade em imóveis no Brasil, possibilitando a utilização com segurança e autonomia dos espaços, mobiliários e das edificações”, analisa. “A facilidade de acesso é um direito, e quem compra um apartamento seja ele novo ou usado, independentemente de ter alguma deficiência, precisa que seja cumprido esse direito”, conclui Marçal Filho.

Membros Protéticos Já éRealidade

Membro Protético
Dentro de um ano, membros robóticos controlados exclusivamente pela mente podem estar disponíveis para pessoas paralisadas.
Um teste está sendo feito com macacos, treinados para controlar o braço robótico mais sofisticado já feito até hoje, com aparência humana.
Eles nunca tocam a prótese ou qualquer controle remoto: os macacos guiam o braço com seus pensamentos. Se os testes forem bem sucedidos, em poucos meses pessoas com lesões na medula espinhal podem aprender a fazer o mesmo.
Em 2008, um pesquisador afirmou que dois macacos aprenderam a se alimentar com marshmallow e frutas usando um membro bruto robótico controlado por eletrodos implantados em seus cérebros.
Mas os pesquisadores queriam algo mais sofisticado – daí entra o Membro Prostético Modular (MPM), um membro biônico que se aproxima bastante da forma e agilidade de um braço e mão humanos.
O MPM é feito de uma combinação de fibra de carbono ultraleve e ligas de alta resistência. Ele tem 22 graus de liberdade, em comparação com os 30 do braço humano, e pode captar com precisão e firmeza, sem esmagar objetos frágeis. O pulso e o cotovelo giram com facilidade e, como um membro humano médio, pesa pouco menos de 4,5 kg.
Não dá para fazer de tudo (como fechar a mão em concha), mas é possível controlar todos os dedos individualmente, e nenhum outro membro prostético se aproxima dessa eficácia.
Um protótipo do MPM também está sendo testado por pessoas que tiveram um ou ambos os braços amputados. Os pesquisadores redirecionam cirurgicamente os nervos que controlam o braço para músculos peitorais normalmente não utilizados, onde os sinais nervosos são interpretados por eletrodos que guiam o membro robótico.
Um dos pacientes foi capaz de usar o braço quase imediatamente; foi uma coisa muito natural. Segundo os cientistas, o cérebro ainda acha que o braço da pessoa está lá; se é possível aproveitar esses sinais, coisas surpreendentes podem ocorrer.
Porém, pessoas paralisadas do pescoço para baixo não poderão se beneficiar desta técnica, já que os sinais do cérebro não podem alcançar o peito.
O próximo passo da pesquisa é treinar os macacos para usar o MPM com cinco dedos e executar tarefas diárias mais complexas. Se os macacos demonstrarem que é possível controlar o braço com inteligência sozinho, os pesquisadores vão dar às pessoas com lesão medular a oportunidade de experimentar o MPM.
Segundo os cientistas, para uma pessoa com lesão medular, é um grande passo poder se alimentar sozinho. Até agora, ninguém alcançou este nível de controle em seres humanos com uma prótese comandada pelo cérebro; esse é o objetivo do estudo.
Nissan NV 200 Vanette: O próximo táxi nova-iorquino é japonês
Nissan NV 200 Vanette

Uma boa notícia para a Nissan que apesar de não ter sido afetada, direta ou indiretamente pelo terremoto seguido de tsunami, está sendo obrigada a mediar a radiação de seus carros fabricados no Japão por causa do vazamento de materiais radioativos da usina nuclear de Fukushima.
Ao participar de uma licitação promovida pela TLC (The New York City Taxi and Limousine Commission) chamada de “Taxi of Tomorrow” (O Táxi de amanhã), a Nissan venceu as concorrentes Ford (com a Transit Connect, veja aqui) e a turca Karsan, para substituir as atuais viaturas compostas em sua maioria por Fords Crown Victoria a partir de 2013 com quesitos como durabilidade e maior espaço para as pernas.
A NV 200 Vannete ganhou a licitação pela facilidade de acesso de cadeirantes no interior do veículo sem precisar retirar o banco traseiro, que pode levar confortavelmente ainda mais 4 passageiros. O carro terá luzes de aviso para sinalizar a entrada e saída de cadeirante, feito por uma rampa enquanto os passageiros do banco traseiro acessam a cabine por meio de uma porta deslizante elétrica. A vantagem dessa porta é a facilidade de entrada e saída embaixo de chuva e lugares estreitos sem contar que ciclistas e motociclistas agradecem, já que esse tipo de porta não se torna um inesperado obstáculo podendo causar acidentes.
A motorização é um 2.4l preparado para enfrentar alguns milhares dos 800 milhões de quilômetros rodados pela frota atual que chega 13.200 táxis, sendo que somente 240 vêm com alguma adaptação para cadeirantes. Ainda sim muitos taxistas preferiam a versão da Karsan que previa rampas para cadeirantes nos dois lados do veículo ao contrário do veículo da N200 cujo embarque é feito pela porta traseira e os empresários do setor preferiam a Transit Connect da Ford . A Nissan pretende vendê-lo com preços na casa dos 29 mil dólares e está prevista uma versão totalmente elétrica além de seis Leaf´s que estarão diponíveis para test-drive na cidade. (Veja: Ford Transit Connect: Para se livrar (em parte) do vício em gasolina)
“O “Taxi of Tomorrow” da cidade é o Nissan NV200 – e esse vai ser o mais seguro, o mais confortável e mais conveniente a cidade já teve”, disse o prefeito de Nova Iorque Michael Bloomberg. “Nós começamos esta licitação para alavancar o nosso poder de compra no setor de táxis para conseguir a mais alta qualidade que se pode se chegar e redefinir a imagem tradicional dos táxis de Nova York. Os táxis serão personalizados para atender às demandas específicas de transporte de 600.000 passageiros por dia no tráfego de Nova Iorque e o veículo cumpre as principais prioridades identificadas pelo público em nossa pesquisa on-line”. Até 2013…
Nissan NV 200 Vanette - cabine motorista
A boa posição de dirigir com banco regulável com ajuste lombar vem acompanhada com quadro de instrumentos que indica uma condução mais econômica e ecológica por parte do motorista.
Nissan NV 200 Vanette - cabine passageiros
A cabine confortável tem teto transparente panorâmico, ar condicionado independente para os passageiros e tomadas de força 12V e USB para recarregar eletrônicos.

Aposentadoria especial para pessoas com deficiência

Projeto de lei que garante aposentadoria especial tem todas as condições de ser aprovado no Senado
O projeto de lei que garante aposentadoria especial às pessoas com deficiência vinculadas ao Regime Geral de Previdência Social (PLC 40/10) tem todas as condições para ser aprovado no Senado. A afirmação foi feita durante discussão da proposta nesta quinta-feira (5), na Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que também é relator da proposta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Lindbergh disse esperar pela breve aprovação da proposta, de autoria do ex deputado Leonardo Mattos, uma vez que já conversou com os segmentos envolvidos e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves. A reunião também tratou do Benefício de Prestação Continuada e da pensão por morte.
A proposta de Mattos já foi aprovada na Câmara dos Deputados e nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
Na audiência desta quinta, o ex-deputado, que atualmente é vereador em Belo Horizonte, lembrou que a matéria ficou cinco anos na Câmara e já está no Senado há um ano. Na avaliação do senador Wellington Dias (PT-PI), mesmo que a matéria volte à Câmara em razão de alterações feitas pelo Senado, será rapidamente aprovada naquela Casa.
Uma das preocupações de Leonardo Mattos se refere à indefinição das categorias de deficientes. Esse ponto, informou a representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maria José de Freitas, está sendo discutido em minuta de proposta que vai sanar limitações do Decreto 6.214/07, que Regulamenta o Benefício de Prestação Continuada da assistência social devido à pessoa com deficiência e ao idoso.
Também a concessão do Benefício de Prestação Continuada depende do conceito de deficiência. Maria José de Freitas ressaltou que o critério adotado para concessão dos benefícios é o sugerido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que incorpora fatores sócio-ambientais para caracterizar as pessoas com deficiências.
A subprocuradora-geral do Trabalho Maria Aparecida Gugel observou que a legislação cria incapacidade para o trabalho não prevista na Constituição ou na Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Em sua opinião, as regras devem levar à reabilitação da saúde e acesso a próteses, assim como à habilitação ao trabalho.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Lançamentos imobiliários ainda não contemplam acessibilidade

No Brasil, não existe legislação para impor padrões de construção para facilitar a movimentação dentro dos imóveis, só para as áreas comuns. A arquiteta Silvana Cambiaghi está de apartamento novo. O imóvel, usado, tem corredores largos e cômodos espaçosos, opção ideal para a nova moradora: Silvana é cadeirante.

A arquiteta, que também preside a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura, optou pelo apartamento da década de 1960, pois sabia que os lançamentos, salvo raras exceções, não são acessíveis. "Os imóveis modernos têm banheiros e cômodos pequenos, além de portas estreitas. Para um cadeirante, é praticamente impossível morar assim."

Não existe legislação para impor padrões de acessibilidade em imóveis no Brasil. A lei federal 5.296, de 2004, exige que todas as áreas comuns de edifícios novos tenham rampas ou elevadores. "Isso significa que o cadeirante ou o idoso pode até visitar o edifício, mas não morar nele", diz o vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes.

De acordo com ele, ainda são raras as incorporações que levam em conta a questão da acessibilidade em seus projetos. "Isso ainda é uma tendência. Mas o mercado deve ficar de olho, pois quando falamos em mobilidade reduzida não estamos nos referindo somente a cadeirantes, mas também aos idosos." Segundo Bernardes, o fato de a população brasileira estar cada vez mais velha é argumento suficiente para que as construtoras se atentem para a questão.

Popular. No final do mês passado a Câmara Municipal aprovou uma lei que amplia em 30% a área útil das habitações de interesse social (HIS), como apartamentos da Cohab e da CDHU. "Os 52 m² anteriores impediam a aplicação, nos projetos, do desenho universal, modelo que permite a utilização do apartamento por qualquer pessoa, inclusive o cadeirante", explica Silvana.
De acordo com a arquiteta, uma metragem maior possibilita, por exemplo, a construção de banheiros quadrados - no lugar dos retangulares, que restringem a circulação da cadeira de rodas.

Para o titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), Marcos Belizário, a única restrição do projeto de lei é a não obrigatoriedade de elevadores nos conjuntos. "O cadeirante pode optar por morar no primeiro andar. Mas os moradores dos outros andares vão envelhecer um dia, e terão de subir as escadas", explica, referindo-se à questão também levantada por Bernardes, do Secovi-SP.

Para Belizário, a sociedade brasileira ainda está construindo uma cultura da acessibilidade. "É preciso promover esta cultura, divulgá-la e desmistificá-la. A facilidade de acesso é um direito, e quem compra um apartamento, independentemente de ter alguma deficiência, deve pensar nisso", explica o secretário.

Na planta. A procuradora federal Maria Paula Teperino teve uma boa experiência com o mercado imobiliário. Cadeirante, procurava por um imóvel novo quando seu corretor sugeriu um empreendimento que seria entregue em um ano. "Visitei o estande, vi a maquete e questionei o arquiteto responsável sobre a presença de uma escada no acesso à piscina. Ele me explicou que ela seria substituída por uma rampa e, em seguida, perguntou se eu gostaria de fazer alguma alteração no apartamento."

Maria Paula aceitou. Transformou a dependência de empregada em uma suíte ampla e aumentou a largura das portas. "Também tirei um degrau da varanda e outro do box", conta. As mudanças foram possíveis porque o prédio ainda estava em construção, e a construtora não cobrou nada para fazê-las. "Só assim pude comprar um imóvel novo."

Fonte: 
http://economia.estadao.com.br

sábado, 5 de março de 2011

Oque é DEFICIÊNCIA FÍSICA?

Definiçoes
Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.
 
Fonte:
Informações Básicas Sobre Deficiência Física
 
Definição
 
A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida.
 
Tipos
  • Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias)
  • Lesão medular (tetraplegias, paraplegias)
  • Miopatias (distrofias musculares)
  • Patologias degenerativas do sistema nervoso central (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica)
  • Lesões nervosas periféricas
  • Amputações
  • Seqüelas de politraumatismos
  • Malformações congênitas
  • Distúrbios posturais da coluna
  • Seqüelas de patologias da coluna
  • Distúrbios dolorosos da coluna vertebral e das articulações dos membros
  • Artropatias
  • Reumatismos inflamatórios da coluna e das articulações
  • Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.)
  • Seqüelas de queimaduras
Dados Estatísticos
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em tempos de paz, 10% da população de países desenvolvidos são constituídos de pessoas com algum tipo de deficiência. Para os países em vias de desenvolvimento estima-se de 12 a 15%.
 
Destes, 20% seriam portadores de deficiência física. Considerando-se o total dos portadores de qualquer deficiência, apenas 2% deles recebem atendimento especializado, público ou privado. (Ministério da Saúde - Coordenação de Atenção a Grupos Especiais, 1995).
 
Causas
  • Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição; materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.
  • Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.
  • Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.
  • Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.
  • Mal formações congênitas: por exposição à radiação; uso de drogas; causas desconhecidas.
  • Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros.
Fatores de Risco
  • Violência urbana
  • Acidentes desportivos
  • Acidentes de trabalho
  • Tabagismo
  • Maus hábitos alimentares
  • Uso de drogas
  • Sedentarismo
  • Epidemias/ endemias
  • Agentes tóxicos
  • Falta de saneamento básico
Identificação
  • Observação quanto ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê (não firmar a cabeça, não sentar, não falar, no tempo esperado).
  • Atenção para perda ou alterações dos movimentos, da força muscular ou da sensibilidade para membros superiores ou membros inferiores.
  • Identificação de erros inatos do metabolismo.
  • Identificação de doenças infecto-contagiosas e crônico-degenerativas.
  • Controle de gestação de alto-risco.
  • A Identificação precoce pela família seguida de exame clínico especializado favorecem a prevenção primária e secundária e o agravamento do quadro de incapacidade.
Exames  Para Ter Um Diagnóstico Correto
  • Barositometria (Lesados Medulares)
  • Avaliações Complementares por Especialidades Afins
  • Avaliação Isocinética
  • Eletroneuromiografia
  • Potencial Evocado
  • Urodinâmica
  • Ergoespirometria
  • Baropodometria
  • Avaliação Clínica Fisiátrica
  • Teste de Propriocepção - Reactor
  • Avaliações Complementares por Equipe Multiprofissional
  • Laboratório de Análise Tridimensional do Movimento
Deficiência: verdades e mitos
 
A luta por uma sociedade inclusiva passa pela derrubada de mitos, preconceitos e inverdades que ainda permeiam a questão da deficiência

Verdades
  • Deficiência não é doença;
  • Algumas crianças portadoras de deficiências podem necessitar escolas especiais;
  • As adaptações são recursos necessários para facilitar a integração dos educandos com necessidades especiais nas escolas;
  • Síndromes de origem genética não são contagiosas;
  • Deficiente mental não é louco.
Mitos
  • Todo surdo é mudo;
  • Todo cego tem tendência à música;
  • Deficiência é sempre fruto de herança familiar;
  • Existem remédios milagrosos que curam as deficiências;
  • As pessoas com necessidades especiais são eternas crianças;
  • Todo deficiente mental é dependente.
Quando você encontrar uma pessoa com deficiência
 
Segundo o CEDIPOD - Centro de Documentação e Informação do Portador de Deficiência e a CORDE - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, existem algumas dicas de comportamento.
  • Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
  • Esse desconforto diminui e até desaparece quando há convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
  • Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
  • Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração.
  • Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
  • As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
  • Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
  • Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
  • A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela transforma a realização de algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer perguntas íntimas.
  • Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
  • Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.
  • Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado, pois nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência.
  • Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
  • As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
  • Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
  • Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falha.
Prevenção da ocorrência de deficiências
 
O que é possível fazer para prevenir a ocorrência de deficiências
 
Antes de engravidar:
  • Vacine-se contra a rubéola. Na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando malformações, como cegueira, deficiência auditiva, etc).
  • Procure um serviço de aconselhamento genético(principalmente quando houver casos de deficiência ou casamentos consangüíneos na família).
  • Faça exames para detectar doenças e verificar seu tipo sangüíneo e a presença do fator RH.
Durante a gravidez:
  • Consulte um médico obstetra mensalmente.
  • Faça exames de controle
  • Só tome os remédios que o médico lhe receitar.
  • Faça controle de pressão alta, diabetes e infecções.
  • Faça uma alimentação saudável e balanceada.
  • Não se exponha ao raio X ou outros tipos de radiação.
  • Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas.
  • Evite contato com portadores de doenças infecciosas.
Depois do nascimento:
  • Exija que sejam feitos testes preventivos em seu bebê, como o APGAR por exemplo.
  • Tenha cuidados adequados com o bebê, proporcionando amparo afetivo e ambiente propício para seu desenvolvimento.
O que é Teste de Apgar?
 
Esse teste, desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar, uma anestesiologista que o desenvolveu em 1952, pode predizer melhor a sobrevivência de um bebê do que o novo teste de alta tecnologia feito no sangue do cordão umbilical.
 
O Apgar se baseia em observações feitas no primeiro minuto de vida e é repetido aos 5 minutos. É preciso olhar a freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, reação motora e cor, que indica a quantidade de oxigênio que atinge a pele. Cada um recebe uma nota que varia de 0 a 2. Um total de 7 ou mais indica uma condição excelente. Um total de 3 ou menos indica problemas graves e alto risco de óbito.
 
Que exames médicos ajudam a detectar a ocorrência de deficiências?
 
No Estado de São Paulo, existem leis que tornam obrigatória a realização de exames para detectar a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito, a credetização ( limpeza dos olhos ao nascimento ) e a vacinação (contra meningite, poliomielite e sarampo.
 
Em todo o Brasil, deve ser exijido do hospital o exame do pézinho, e o teste do APGAR .
 
O vírus da rubéola é outro dos responsáveis pelo surgimento de deficiências visuais e auditivas durante a formação dos bebês no útero materno. Por isso é importante que toda mulher entre 15 e 29 anos vacine-se.
 
Outros exames laboratoriais necessários para a mãe são os de urina e fezes, o da toxoplasmose e o da sífilis.
 
Como evitar uma gravidez de risco?
 
Diversos exames ajudam a prevenir a gravidez de risco, entre eles o hemograma (exame de sangue), a glicemia, a reação sorológica para sífilis, o teste de HIV (AIDS), tipagem sangüínea, urina, toxoplasmose, hepatite e fezes.
 
Esses exames permitem constatações importantes já que a rubéola, por exemplo, se adquirida durante o primeiro trimestre de gravidez, pode provocar má formação fetal, abortamento, deficiência visual e auditiva, microcefalia e deficiência mental. O mesmo pode acontecer no caso da mãe ter contraído sífilis e toxoplasmose.
 
Durante a gestação, o médico que acompanha a gestante pode se utilizar de outros exames disponíveis, como a ultra-sonografia. O histórico da gestante pode indicar uma gravidez de risco se houver casos de deficiência na família, gravidez anterior problemática e idade avançada ou precoce da mãe. Nestes casos, o casal deve procurar um serviço de estudo cromossômico para conhecer as probabilidades de possíveis anomalias no feto.
 
Atualmente, alguns exames ajudam a detectar a ocorrência de alterações no desenvolvimento fetal. Dentre eles, citamos o do vilo corial, a amniocentese, a cordocentese, a ecocardiografia fetal e o doppler.
 
São exames que permitem ao médico diagnosticar se o bebê é portador de Síndrome de Down, anomalias cromossômicas, doenças infecciosas, problemas cardíacos ou alterações da circulação sangüínea.
 
Como prevenir acidentes que possam acarretar deficiências?
 
As principais causas da deficiência no Brasil são a má nutrição de mães e filhos, as infeções, os acidentes de trânsito, os acidentes de trabalho, as anomalias congênitas e a violência. Os acidentes de trânsito ocorrem na maior parte com pessoas na faixa etária entre 20 e 35 anos. Outros tipos de acidentes também causam deficiências. Entre eles estão a queda de altura e os ferimentos por arma de fogo e arma branca.
 
A deficiência mental, é ao contrário do que se possa pensar, fruto do meio social que vivemos, 60% dos casos ocorrem devido a causas ambientais, enquanto que apenas 40% se devem a distúrbios genéticos hereditários. Não se tem muitos dados sobre a deficiência auditiva, sabe-se que as principais causam são: as infeções e as doenças trabalho. Com relação a deficiência visual, os dados também são incompletos, sabendo-se que as principais causas são: as infeções e os distúrbios vasculares. No Brasil, surgem 17.000 novos casos de paralisia cerebral ao ano, responsável por deficiências motoras e múltiplas.
 
O que é aconselhamento genético?
 
É o fornecimento de informações a indivíduos afetados ou familiares sobre risco de um distúrbio que pode ser genético, acerca das conseqüências dos distúrbios, da probabilidade de desenvolvê-lo ou transmiti-lo, e dos modos pelos quais ele pode ser prevenido ou atenuado.
 
Como auxiliar alguém que usa cadeira de rodas
 
· Ajuda aceita, deixe que a pessoa diga como auxiliá-la.
Não se apóie na cadeira de rodas. Ela é como uma extensão do corpo da pessoa deficiente.
· Não receie em falar as palavras “andar” ou “correr”, pois estas pessoas também usam estas palavras.
Escolha o caminho, se possível, sem barreiras arquitetônicas.
· Numa conversa demorada, sente-se de modo a ficar no mesmo nível do olhar da pessoa.
· Ao descer uma rampa inclinada demais, ou degraus, prefira o deslocamento em "marcha a ré", para evitar que a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente.
 
Como auxiliar alguém que usa muletas
 
· Acompanhe o ritmo de seus passos.
· Tome cuidado para não esbarrar em suas muletas.
· Deixe as muletas sempre ao alcance das mãos da pessoa deficiente.